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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os dois lobos

Uma noite, um velho índio Cherokee falou ao seu neto sobre o combate que ocorre dentro das pessoas.
Ele disse:
- Há uma batalha entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, falsidade, superioridade e ego.
O outro é Bom: é a alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:
- Qual o lobo que vence?
O velho índio então respondeu:
 “Aquele que você alimenta”. 
Autor desconhecido

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O PPS está de luto. Morreu João Falcão

João da Costa Falcão (empresário, politico e jornalista) faleceu no dia 27.07.2011, às 21 horas, no Hospital Português, em Salvador, Bahia. João foi deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (hoje PPS), além de ter sido responsável pela segurança de Luís Carlos Prestes. Foi editor de revistas culturais, autor de diversos livros e membro da Academia de Letras da Bahia. Foi o fundador do Jornal da Bahia em 1958. João faleceu aos 92 anos, depois de uma vida digna e profícua. Uma vida que faz parte da história da Bahia e do Brasil.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um exemplo a ser seguido por muita gente

As discretas filhas de Itamar Franco

Fernando Molica

Com a morte de Itamar Franco, os brasileiros, enfim, puderam conhecer as filhas do ex-presidente. Exemplos raros de discrição, Juliana e Georgiana mantiveram-se longe dos flashes durante todo o período em que Itamar exerceu a Presidência. Elas só mostrariam seus rostos no velório do pai. Vale lembrar: os anos que antecederam à posse de Itamar foram marcados pelo exibicionismo do então presidente Fernando Collor, de seus parentes e amigos. Especialista na criação de fatos que gerassem notícias fúteis, Collor transformou em ritual suas corridas dominicais, adorava se mostrar pilotando jet-skis, chegou a pegar carona num caça da FAB.

A ânsia pela exibição marcava aquele grupo de deslumbrados com o poder e com suas aparências e oportunidades. Na chamada República de Alagoas, referência à origem política do presidente, mesmo a separação de Collor precisava ser alardeada. Numa solenidade pública, ele fez questão de mostrar a ausência da aliança em sua mão. Expulso da Presidência após o impeachment, Collor soube transformar em espetáculo até sua saída do Palácio do Planalto.

Em meio à tamanha exposição, jornais, revistas e TVs se assanharam com a ascensão de um novo presidente. Divorciado, era pai de duas jovens — tinham em torno de 20 anos. Nós, jornalistas, queríamos entrevistá-las, fotografá-las, transformá-las em celebridades. Publicações especializadas se excitavam diante de futuras capas, de reportagens que revelariam namoros, separações e escândalos. Uma das filhas do presidente haveria de ser vista com algum ator, que logo seria trocado pelo herdeiro de um empresário. A outra, quem sabe?, se envolveria com um jogador de futebol e acabaria flagrada em poses comprometedoras num baile funk ou numa boite depois de algumas doses a mais. Seria inevitável que uma das duas demonstrasse arrogância, um sabe-com-quem-você-está-falando, diante de um policial.

As expectativas foram frustradas. Até hoje ignoramos quem elas namoraram, com quem se casaram, se é que são casadas. Juliana e Georgiana não protagonizaram escândalos, não usaram o nome do pai. Pelo que se sabe, não levaram amigos para passear em avião da FAB, não receberam passaporte diplomático, não ganharam empregos públicos, não montaram consultorias nem frequentaram festas de empresários. Um comportamento que, pela correção, se destaca em nosso universo político. Solidário, o País agradece.

Fernando Molica é jornalista e escritor

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tragédia amplamente anunciada



O país, sede da próxima Copa do Mundo de Futebol, perde em cerca de pouco mais de um mês, três importantes competições internacionais desse esporte, a saber: a Copa Mundial Feminina, a Copa Mundial Sub 17 e a Copa América sendo que esta última foi um vexame total para os menos avisados e deixou os patrícios com quilos de pulgas atrás das orelhas.

Nos meus muitos anos futebolisticamente vividos, nunca vi, ou pelo menos não me lembro de ter visto, uma equipe de futebol perder quatro pênaltis numa série de cinco, haja vista que o quinto não foi batido, pois, se tal ocorresse, certamente teria o mesmo destino dos anteriores. Inacreditável! Inimaginável! O que é pior é o descaramento de alguns jogadores culpando o gramado pelos erros. Será que a CBF, os atletas que ganham milhões e quem mais estejam nas imediações pensam que somos bestas? Pensando assim, eles estão cobertos de razão. Embora nem todos sejamos babacas, a maioria pode ser enquadrada nessa categoria.

Porque o voleibol tem uma equipe competitiva e vencedora, tanto no masculino, quanto no feminino, e no futebol, o esporte de maior prestígio e recursos no Brasil e no mundo, gritado, sofrido e chorado no país de norte a sul e de leste a oeste não consegue ganhar para uma Venezuela representada por uma seleção praticamente amadora se comparada com a seleção brasileira, onde atletas ganham salários irrisórios em relação aos dos nossos jogadores, que são maiores do que o de grandes executivos? No basquete americano onde ocorrem salários parecidos aos dos nossos “pobres” atletas, o “Dream Time” entrava na quadra e ganhava. Não tinha conversa de quadra ruim, dia pouco alvissareiro ou cansaço. Colocavam-se todos os atletas do banco na quadra e o rendimento não caia. Entravam e ganhavam; ganhavam e ganhavam. Nenhum resultado era aceito, salvo a vitória. Outro exemplo de emprenho e vergonha nos deu as pequeninas atletas da seleção japonesa que bateram nos pênaltis a bicampeã seleção dos Estados Unidos, valendo ressaltar que as nipônicas são completamente amadoras. É uma seleção de trabalhadoras, não recebem nada como atletas e treinam depois da jornada diária de trabalho. Contudo, essas dedicadas jogadoras possuem, diferentemente dos milionários atletas brasileiros, vergonha, humildade, amor à camisa e, sobretudo consciência cívica, pois, quando perguntadas o motivo de tanta dedicação a capitã disse: “não jogamos apenas para vencer uma competição, mas para levantar a autoestima de nosso povo abalado com as catástrofes ocorridas há pouco tempo.”

Isso é que os aletas brasileiros de futebol precisam aprender e deixar das palhaçadas de cabelos ao estilo “moicano” ou coloridos e cheios de trancinhas. Os patos, os gansos, as calopsitas (ou cacatuas como queiram) e outras aves que, porventura, venham a pousar na Seleção Brasileira de Futebol devem jogar bola e para isso ganham muito e têm o carinho do povo brasileiro que deveriam, em contrapartida, reconhecer e procurar dar alguma alegria ao mesmo para amenizar os desmandos, as falcatruas, os casos de corrupção que ocorrem todos os dias em nosso país, inclusive no próprio esporte que praticam.  Mas, voltando ao objetivo principal desse artigo, gostaria de chamar a atenção dos brasileiros, principalmente dos baianos, para um fato relativo aos insucessos das nossas seleções de futebol: em vista dos resultados obtidos pelas mesmas nos últimos dias, estamos caminhando a passos largos para uma tragédia maior do que a de 1950, quando perdemos a Copa na partida final contra o Uruguai. Pelo andar da carruagem, como diziam os antigos, nesta, não passaremos das oitavas de final.  
  
Virgilio de Senna
Salvador, Bahia
25.07.2011.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O fim do mundo em 2012 - A Arca de Noé (brasileira)

Um dia, o Senhor chamou Noé que morava no Brasil e ordenou-lhe:

- Antes de 21.12.2012, 6 meses antes, (novo fim do mundo) farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira.

No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:

- Onde está a arca, Noé?

- Perdoe-me, Senhor, suplicou o homem.

- Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:

- Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha de eleição do prefeito.

- Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...

- O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.

- Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.

- Eu disse que eram ordens Suas, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento" e um tal de "Plano de Manejo ".

- Neste meio tempo eles descobriram, também, uns casais de animais guardados em meu quintal..

- Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.

- Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.

- Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.

- Veio em seguida a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.

- Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.

- Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico! Sorte minha que o INSS estava de greve...

Noé terminou o relato chorando, mas notando que o céu clareava perguntou:

- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?

- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens

- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! Os governos já se encarregaram de fazer isso!

Contribuição:
Antonio Barros
Rio de Janeiro - RJ


Top 5 micos em concursos de miss

Por Gabriel Nanbu, da Container Conteúdo

Para ser uma verdadeira miss, não basta ter sorriso branco, pernas compridas e "O Pequeno Príncipe" como livro de cabeceira. É necessário saber responder, aos jurados, perguntas chatas sobre questões políticas, filosóficas, existenciais. É aí que muitas meninas levam tombos mais dolorosos que queda de salto alto em desfile de traje de gala. Veja, a seguir, o top 5 dos maiores micos de candidatas em concursos de miss.

Miss Amor

Você acha que a mulher é o complemento do homem?", perguntaram a Verónica Velásquez, Miss Antioquia 2008, durante o concurso Miss Colômbia. Ninguém esperava uma resposta tão libertária. "Eu creio que o homem complementa o homem. Mulher com mulher. Homem com homem. E também a mulher com o homem, do mesmo modo, mas no sentido contrário. (...) O mundo está evoluindo e, cada vez mais, damos mais amor aos homens, que no caso da Colômbia são muito machistas", filosofou a beldade.

Miss Confusão

Giosue Cozzarelli participou do reality show "Realmente Bella", que escolheria a representante do Panamá para o Miss Universo de 2009. Em um episódio do programa, ela deveria explicar a seguinte frase do pensador chinês Confúcio: "Ler sem meditar é uma ocupação inútil". A resposta foi uma pérola: "Confúcio foi um dos homens que inventaram a confusão. Por isso, ele está entre os mais antigos chineses, japoneses, o mais antigo". Genial!

Miss Geografia

Lauren Caitlin Upton, Miss Carolina do Sul, foi questionada, durante o Miss Teen USA 2007, sobre a razão pela qual um quinto dos americanos não conseguem localizar os Estados Unidos em um mapa mundial. "Eu acredito que os americanos não conseguem fazer isso porque algumas pessoas em nossa nação não têm mapas. E eu acredito que nossa educação... como na África do Sul e no Iraque, como... E eu acredito que eles deveriam... nossa educação aqui nos EUA deveria ajudar os EUA. Ou deveria ajudar a África do Sul e o Iraque, assim como os países asiáticos. Desta forma, construiremos o futuro para nossos filhos", disse. Ahn?

Miss Aula de História

Katherine Escaño, representante da província Monseñor Nouel, não prestou muita atenção nas aulas do ginásio e entrou para a história do Miss República Dominicana. Quando questionada, em 2008, sobre o personagem histórico com quem se identificava, a moça nem hesitou para responder. "Uma das pessoas com quem mais me identifico é Juan Pablo Duarte (um dos heróis da independência da República Dominicana), pois graças a ele, descobrimos a América Espanhola. Se não fosse por ele, nossa terra não estaria descoberta". Cristovão Colombo ficou chateado.

Miss Ecologia

Simpática e sorridente Elisa Hoeppers, Miss Balneário Camboriú, teve um branco tão desastroso quanto uma catástrofe natural no Miss Santa Catarina 2008, transmitido ao vivo na TV. Questionada sobre a postura dos Estados Unidos em relação ao aquecimento global, respondeu gaguejando: "Minha opinião é que se a gente cortar a... o comércio dos Estados Unidos, cortando o... a... financeira, eu acho que eles podem concordar com o Tratado de Kyoto e concordar com o aquecimento global e ajudando a todo mundo. Obrigada". Tadinha...

Quem Pagot também tem culpa...

Empresário acusa Pagot de negociar benefícios em MT

Um empresário acusa o diretor-geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot, de cobrar e obter do prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), Marino Franz (PPS), uma casa em troca de obras e outros benefícios para o município. A acusação foi feita em 2008 por Hélio Moraga, 37, depois de um acordo de delação premiada proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso em um inquérito que gerou a denúncia de 24 pessoas por improbidade administrativa. Pagot não era investigado e não foi denunciado já que o foco do inquérito eram irregularidades cometidas por autoridades do município. A Folha obteve trechos do inquérito. Em depoimento prestado à Polícia Civil e ao Ministério Público em julho de 2008, Moraga afirma que houve “um acerto” entre ele, a prefeitura e Pagot. Moraga era sócio do secretário municipal de Obras, Rafael Balizardo, um dos denunciados.


http://www.politicalivre.com.br/


Contribuição:
Francisco Rebelo
chicorebelo@hotmail.com
Mon, 18 Jul 2011

O apagão cultural da Bahia

*Antonio Risério

Batido por Pernambuco em todas as frentes, o Estado precisa reinventar-se como espaço de vanguarda que foi com Vieira, Glauber, Gregório de Mattos, Caetano. Senão quem perde é o Brasil.

Pernambuco? Fogo alto. A Bahia? Banho-maria. Aquele foguinho brando, feito para cozidos, não para espetos. A verdade é que a Bahia está ficando para trás: em termos políticos, econômicos e estéticos. O cinema pernambucano, hoje, é superior ao que se faz na Bahia.

Na Bahia, pouco se vai além de delírios subjetivistas e fantasias narcísicas. E alguém vai comparar a “axé music”, uma desleitura “techno”, algo equivocada e meramente carnavalizante do passado do samba de roda, com o “mangue beat”, com sua carga de crítica social e dedo em riste para o presente? E isso para não falar do carnaval, que Pernambuco soube preservar o mel do melhor do seu, enquanto a Bahia se avacalhou. Na verdade, Pernambuco está batendo a Bahia em todas, da produção econômica à criação cultural.

Esta é a comparação que posso fazer. Até poucos anos atrás, Pernambuco – ainda que com quadros políticos superiores aos da Bahia, da direita à esquerda, com Arraes e Marco Maciel – não passava de um engenho. A Bahia, diversamente, se industrializava.

Tinha centro industrial e montava um polo petroquímico. Hoje, o quadro está se invertendo, com Pernambuco saindo na frente, para se converter, em breve, na vanguarda econômica, social e cultural do Nordeste. Enquanto a Bahia ficou tempos esperando pelas bênçãos da Toyota, Pernambuco implantou o Estaleiro Atlântico Sul. Passou a tocar adiante o Complexo Industrial Portuário de Suape – em Ipojuca, destino de um futuro ramal da Transnordestina.

Suape é o signo maior da atual arrancada de Pernambuco. A mudança que isso está produzindo em Pernambuco é enorme. No plano social, tornaram-se trabalhadores industriais, de repente, pessoas que viviam da pesca ou trabalhavam no campo, com cortadores de cana-de-açúcar. É impressionante ver como existe hoje, em Pernambuco, imensa defasagem entre demanda e oferta de mão de obra. Suape exibe a carência  pernambucana em termos de profissionais qualificados. Faltam engenheiros, topógrafos, carpinteiros, etc. Porque Pernambuco está dando passos adiante.

E vejam que, no momento, a maior obra de Suape ainda se acha em construção. É a Refinaria Abreu e Lima. Ela será uma das cinco novas refinarias que a Petrobrás projetou, visando a elevar a produção brasileira de petróleo. Mas não é só em Suape que coisas estão acontecendo. Veja-se Salgueiro, onde estão se encontrando duas grandes obras brasileiras: de infraestrutura logística – a Transnordestina – e de infraestrutura hidráulica, a transposição do São Francisco. E, no próprio Recife, vamos encontrar Porto Digital, um agrupamento de empresas de alta tecnologia, ocupando espaços em uma dúzia de prédios históricos, situados na área do antigo porto da capital pernambucana.
É claro que há coisas lamentáveis em curso. Na própria região de Suape, que não foi preparada para crescer na extensão e no ritmo que está crescendo. Há problemas de expansão desordenada. De carência de infraestrutura urbana. De segurança pública.  Junto com o crescimento econômico, crescem o consumo do crack (da pracinha de Ipojuca à praia azul de Porto de Galinhas) e os números da prostituição infanto-juvenil. Suape precisa de políticas públicas para enfrentar esses problemas. Mas não há dúvida de que é melhor fazer isso num lugar onde há trabalho para todos do que em espaços de pobreza e desemprego.

E Pernambuco conta hoje com um governo que tem competência técnica e descortino social para encarar o assunto.

Quanto à Bahia, o que penso é o seguinte. O governador Jaques Wagner ultrapassou Antônio Carlos Magalhães no campo político: vivemos, hoje, de forma muito mais cordial e civilizada do que tempos atrás. Conseguimos encontrar espaços de convívio e de conversas. Jaques Wagner deu, realmente, um outro estilo à política baiana. Mas falta ele superar Antônio Carlos no campo administrativo. Não acho que isso seja assim tão difícil. O que Antônio Carlos fez, na Bahia, foi uma espécie de modernização defasada, em termos urbanísticos e culturais. O atual governador, se quiser, pode ir além disso. Pode ser de uma contemporaneidade absoluta. Para começar, demitindo seus secretários mais rotineiros e rastaqueras.

Mas o problema de Wagner não é meramente de segurança pública. É de reinventar a Bahia, como espaço de vanguarda. Este foi um papel que a Bahia sempre desempenhou no Brasil, intervindo vigorosa e criativamente na agenda dos grandes debates nacionais, de Antônio Vieira a Glauber Rocha, de Gregório de Mattos a Caetano Veloso. É aqui que a Bahia se encontra anêmica, diminuída, sofrendo de algum tipo de anemia neuronal. É um lugar que precisa se energizar e se vitalizar. Andar de braços dados com Pernambuco. Porque, de qualquer sorte, o Nordeste tem de ser visto como uma questão nacional. O desenvolvimento brasileiro depende do desenvolvimento da região. Do semiárido, em especial. A pobreza cultural da Bahia, hoje, é real. Mas ela significa uma pobreza de todos nós. Não faz bem ao Brasil. A nenhum brasileiro.

*Antonio Risério, é poeta e antropólogo baiano. Autor de avant-garde na Bahia (Instituto Lina Bo E.P.M.Bardi)

Contribuição:
Arquiteta Angela Chaloub
Quarta-feira, 20 de Julho de 2011


terça-feira, 12 de julho de 2011

Cuidado ao encontrar velhos amigos

Outro dia estava no mercado quando vi, no final do corredor, um amigo da época da escola, que não encontrava havia séculos. Me aproximei, feliz com o reencontro e já falando alto:

- Oswaldo, sua bichona! Quanto tempo!

E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Oswaldo me reconheceu, mas, antes mesmo que pudesse chegar perto dele, só vi o meu braço sendo algemado.


- Você vai pra delegacia! – disse o policial que costuma frequentar o mercado.


Eu sem entender nada perguntei:


- Mas, o que eu fiz?


- Homofobia! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homossexual.

Nessa hora, antes mesmo de eu me defender, o Oswaldo interferiu tentando argumentar:

- Que isso doutor, o Quatro-olhos aí é meu amigo antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!

- Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?

- Isso doutor, é coisa de criança!

E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Oswaldo:

- Então você tá detido também.

Aí foi minha vez de intervir:

- Mas meu Deus, o que foi que ele fez?

- Bullying!  Te chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola.

Oswaldo então se desesperou:

- Que é isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo com quem eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-pato chegando perto da gente com 2 quilos de alcatra na mão. Eu, já vendo o circo armado, nem mencionei o Pé-de-pato pra não piorar as coisas, mas ele, sem entender nada, ao ver o Oswaldo algemado já chegou falando:

- O que e isso negão, quê que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, fomos os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo a processo por Homofobia, Bullying e Racismo.

Moral da história:

Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!

Nota: É penas para relaxar, mas.... não muito.

O direito de ir e vir barrados pelos pedágios

Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre os participantes. "A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.

A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.

Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia,juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios,é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", Acrescenta.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda,que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui.

FONTE: JORNAL AGORA


Contribuição da arquiteta
Angela Chaloub

Capital da Dinamarca terá bairro em cima do oceano

 

Copenhague não tem mais para onde crescer sem invadir áreas verdes. Por isso, a prefeitura resolveu fazer um "puxadinho" no mar. A área será uma extensão de Nordhavnen, uma região portuária importante que fica no norte da Copenhague. Será o equivalente a 200 estádios de futebol construídos sobre o mar, por meio de aterros que criarão ilhotas. Os trechos habitados do arquipélago artificial serão cortados por canais e pontes. As obras devem começar já neste ano. A previsão é que uma primeira parte fique pronta em 2025. Mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050. "Não podemos reduzir as áreas verdes para construir mais casas e precisaremos de mais moradia nos próximos anos", explica Jørgen Abildgaard, coordenador de assuntos climáticos da prefeitura de Copenhague - FSP, 6/7, Ciência, p.C9.

O Guia

Ir às graças às vezes, se fazem necessário para arrancar-nos de tantas desgraças provocadas por esta política dos últimos anos.

Há diversos tipos de guia:

01 - Uns se guiam pelas armas; alguns do lado da Lei outros à margem.

02 - Outros se guiam pelo ódio; os que têm o ódio como guia não raro acertam o seu alvo, normalmente a vitima é sempre um inocente.

03 - Outros ainda se guiam pela avareza; que lembra dinheiro, os que pensam que o dinheiro é tudo, por ele tudo é capaz.

04 – Pelas mulheres; casei-me aos 23 anos, estando com 62, e no quarto casamento, ou seja, 39 ao lado delas me dão um pouco de experiência para dizer: o que mais provoca desentendimento é o machismo de um lado e o excesso de emancipação do feminismo do outro, o banho a dois, o beijo, o abraço, a cumplicidade no sexo, o problema compartilhado, o êxito almejado, o presente curtido, o futuro planejado a mão dada, o afeto, a reciprocidade, a troca de olhar, o diálogo, o riso comum sobre uma graça. Isso se resume num bom guia. Não precisa ninguém se submeter a ninguém.

Com elas, quando perdi, fui compensado pela experiência, com a experiência pude melhor entendê-las.

Discordo dos homens que agridem as mulheres como discordo das mulheres que humilham os homens com outros homens, segundo o IBGE, há mais mulheres do que homens, esta estatística quebra qualquer argumento dos agressores. Quanto às mulheres que traem os homens pelo simples prazer, é exceção. Aqui não se trata de exceção e sim do entendimento que deve prevalecer com a maioria dos humanos.

Desculpem a cola de algumas frases, sem elas o texto não teria sentido.

05 - Pelos espíritos; segundo eles os espíritos vagam por todos os cantos, outros chegam a dizer que incorporados pelos mesmos diagnosticam remédios, futuro, casamentos e uma série de acontecimentos que ora favorecem as pessoas, ora prejudicam.

06 - Pelos mortais; estes chegam a afirmar que embora algumas pessoas morreram há centenas de anos, eles não saem de casa sem antes se submeterem às consultas.

07 - Pelos Deuses; Pessoas que são chamadas de grandes iniciados tais como Sócrates, Platão, Jesus Cristo, Aristóteles, São Tomas de Aquino, Buda, Zoroastro, Santo Agostinho, enfim, incontáveis pessoas famosas têm os Deuses como guia.

08 - Dos ateus; não teria graça se não tivesse a contra partida, ouvi recentemente de uma pessoa comum em Ilhéus – Bahia: Qual a paga de Deus ter criado o mundo? Receber defunto à prestação!

Epicuro (342-271aC): filósofo grego, fundador de uma escola que é nomeado após ele, epicurismo.

Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode.

Se quer e não pode, é impotente, o que é impossível em Deus.

Se pode e não quer, é invejoso o que, do mesmo modo, é contrário a Deus.

Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente, portanto nem sequer é Deus.

Se pode e quer, que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então existência dos males?

Por que razão é que não os impede?

E se Ele não for onipotente, onisciente e bom, então por que chamá-lo de Deus?

Maçã

Se o livre arbítrio existe mesmo, porque deus proibiu comer a tal maçã? Eles eram livres ou não?

Sabia-se que iam comer, porque proibiu inutilmente?

É burro?

Argumentos baseados no livre arbítrio não possuem qualquer fundamento :

“O mundo só estará salvo no dia em que o ultimo Rei for enforcado com as tripas do último padre.”

“Eu sou a favor de um diálogo entre a ciência e a religião, mas não um produtivo. Estou incomodado com o fato … que muitas pessoas estão tendo a (falsa) impressão de uma feliz reconciliação entre a ciência e a religião … Religião … é um insulto à dignidade humana. Com ou sem elas teríamos pessoas boas fazendo o bem e pessoas más fazendo o mal. Mas para pessoas boas fazerem coisas más é necessária a religião.”

- Steven Weinberg

“Sou ateu, sou sim. Levei um longo tempo para dizer isso. Eu tenho sido um ateu por anos e anos, mas de algum modo eu senti que era intelectualmente inaceitável dizer que alguém é um ateu, porque isso assumia um conhecimento que ninguém tem. De algum modo era melhor dizer que alguém era um humanista ou agnóstico. Eu não tenho a evidência para provar que Deus não existe, mas eu suspeito tanto que ele não existe que eu não quero perder meu tempo.”

- Isaac Asimov

“A religião é o ópio do povo”.

- Karl Marx.

“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil”.

- Sêneca, o Mais Jovem

“Religião é ilusão.”

- Thomas Edson.

“Eu sou contra a religião porque ela nos ensina a nos satisfazermos ao não entender o mundo.”


- Richard Dawkins

“Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas”.
- Napoleão Bonaparte

“O cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo”.

- Nietzsche.

“Quanto mais aprendemos, de menos deuses precisamos. A crença em Deus é somente a resposta de um mistério por outro mistério, dessa forma não respondendo nada”.

- Dan Barker.

“Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem dúvida que viria falar comigo e entraria pela minha porta adentro me dizendo: ‘Aqui estou”.

- Alberto Caeiro

“Deus é uma hipótese, e, como tal, depende de prova: o ônus da prova cabe ao teísta”.

- Percy Bysshe Shelley (1792-1822).

“Eu não temo morrer e ir pro Inferno ou (o que seria consideravelmente pior) ir para a versão popularizada do Paraíso. Eu espero que a morte seja um nada e, por me remover todos os medos possíveis da morte, eu sou muito agradecido ao ateísmo.”

- Isaac Asimov, como citado na Corvallis Secular Society, 1997

“A verdade não tem que ser aceita com fé. Os cientistas não seguram suas mãos todo Domingo, cantando, ‘Sim a gravidade é real! Eu vou ter fé! Eu vou ser forte! Amém.’”

- Dan Barker, ex-evangélico e autor

“Eu sou ateu porque não há evidência para a existência de Deus. Isso deve ser tudo o que se precisa dizer sobre isso: sem evidência, sem crença.”

- Fernando Krynski Bianchi

“Se a bíblia está errada ao nos dizer de onde viemos, como podemos confiar nela ao dizer pra onde iremos?”

- Justin Brown

“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existem muito mais crentes do que pensadores.”

- Bruce Calvert

“A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que a lê”.
- Robert G. Ingersoll, político

09 – Pela natureza: Para o Barão de Holbach, nada existe alem da natureza, da qual fazemos parte inexoravelmente*. Esta natureza, constituídas por leis eternas, está em perpétuo movimento e desconhece o acaso: ou seja, tudo nela se dá de modo necessário e inescapável. Desta concepção fatalista e determinista, surge, no entanto, uma filosofia da virtude e da felicidade (tanto individual quanto coletiva) que nos ensina que apenas o verdadeiro conhecimento da natureza pode libertar o homem da ignorância, dos fanatismos e das superstições. “Como se tornar aquilo se é”: eis a meta de Holbach.

*Inexorável: Que não cede, austero, rígido, imparcial, etc.

10 - Pelos iluminados; como um cego não pode guiar entende algumas pessoas que são guiadas pelos iluminados

11 - Pelos líderes; por mais simples que sejam as pessoas, estão sempre à procura de um líder.

12 - Pelos liderados; Ao contrário do que acontecem acima, as pessoas que tem um pouco de leitura afastam-se dos debaixo.

13 - Pela fama; os que se guiam pela fama, às vezes se deixam engolir por elas.

14 - Pela honra: estes deveriam ser os verdadeiros iluminados como são poucos (que estranho) anda sempre apagado.

15 - Além de outros que se guiam pelo álcool, estes todos aconselham: beba a cachaça, e não seja bebido por ela.

16 - Pelo amor; ninguém deve abrir mão desse artifício, sempre que tiver a oportunidade, pratique. Segundo um autor comunista, Georges Polítzer, ele dizia que tudo se relaciona, entendi que ele queria dizer que quando você pratica o amor sem olhar a quem, há sempre alguém que ao praticar o bem lhe alcança também.

Quando a França sofreu a invasão durante a segunda guerra mundial pelos alemães, Polítzer caiu às mãos do invasor, depois de torturado barbaramente, foi fuzilado em praça pública, os crimes por ele cometidos: além de acusado de ser o fundador da Universidade Operária de Paris, onde lecionava dialética à classe operária, era comunista e judeu.

17 - Pelas letras; As letras é sempre um guia seguro, abre a nossa mente; alimenta a nossa alma, ensina o caminho das pedras nos distancia dos comuns dos homens e nos leva a um estado tal que faz lembrar quando um filósofo antigo dizia: “Os Deuses são homens imortais, e os homens são Deuses mortais”.

18 – Pela lata de concreto; quanto mais você se afasta das letras, mas você se aproxima do trabalho pesado, o trabalho pesado alguém têm que fazê-lo, mas só as letras vão ensiná-lo a manusear um guincho para torná-lo mais leve; Há pessoas que por fugirem das letras dá duro de sol a sol e isso já não é trabalho pesado e sim escravidão.

Como as letras chegam ao um número reduzido de cidadãos em conseqüência dessa política de exclusão social, os poucos que conseguem algum trabalho o conseguem em condições subumanas, e quem achar que há algum exagero leia as notícias dos 80 mil trabalhadores que foram à greve por melhores condições de trabalho nas obras do governo em Santo Antonio e Jirau no norte do Brasil, onde eram levados à fome e até aos castigos físicos.

19 – Pela vassoura; quem escreve o texto não costuma ter remorso, mas abri uma exceção a essa passagem: logo após as últimas eleições, um gari perturbou-me de forma tal com a vitória da sua candidata, que grosseiramente, embora fosse à pura realidade dirigir–me a ele nos seguintes termos: Escuta meu senhor (ele aparentava uns 60 anos), eu deixei de obedecer às ordens de uma vassoura aos 15 anos, e você vai morrer obedecendo a essa merda aí! De lá pra cá ele silenciou.

20 – Pela beleza; como dizem quem ama o feio bonito lhe parece, espero não ofender, mas tive a oportunidade de conhecer o segundo maior museu do mundo, o famoso Hermitage de Moscou, confesso humildemente não teria palavras para descrever as suas obras.

21 – Pela vingança; as pessoas que são vítimas de injustiças não devem ser censuradas se tiverem a oportunidade de irem à forra.

22 – Pela inveja; deste devemos ter pena, sem abrir mão da cautela

23 - Pela palavra; desconhecem políticos que não faça uso desse poderoso instrumento, demais a mais, não existe parlamentar mudo, senão não seria parlamentar.

24 – Pelo caráter: outra passagem com autor do texto quando encurralado por uma comunista: você tem caráter?

Curto e grosso na resposta: à proporção do seu, depois fundamentando disse que não tinha obrigação nenhuma de ter caráter com não tinha.

25 – Pelos homens; (número estranho hem!), Sinto dificuldades de tecer algumas palavras sobre o assunto, vou tentar pelo lado ideológico, me faz lembrar certa vez em um encontro sobre direitos humanos onde uma senhora holandesa lembrava os horrores sofrido pelo seu país quando invadido pelos alemães, cujos alvos principais diziam os alemães eram os homo sexuais, em seguida passou aos judeus depois os comunistas, os católicos, os holandeses, só quando os últimos perceberam que era necessária a solidariedade com os primeiros, era tarde. Há casos, hoje semelhantes em alguns estados do sul do Brasil, (vergonhosos, diga-se de passagem), onde os homo sexuais, negros, nordestinos, moradores de rua, etc., são alvos desses marginais, como avalio os cidadãos por meios de dois critérios, ou seja, os impostos por eles pagos e o retorno em serviços como educação, habitação, lazer, cultura, saúde, enfim o retorno responsável pela sua formação da cidadania, no sentido mais amplo da palavra, o resto é discriminação.

Profeta
Secretário Geral do PPS - Bahia
 
Por solicitação
Em 12.07.2011