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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pimenta no monossílabo dos outros é refresco
O “noticias.terra.com.br...” nos trás um artigo interessante: “Vacarezza: Palocci pode ter sofrido quebra ilegal de sigilo”. 
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), saiu em defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, nesta quinta-feira. De acordo com o deputado, as novas denúncias envolvendo empresas do ministro podem ter sido descobertas por quebra ilegal do sigilo de Palocci.

"Para ter esse tipo de informação, tem que ter quebra de sigilo. Pode ser que tenha havido quebra de sigilo ilegalmente, mas eu não tenho essa informação. Tem que ver de onde saiu essa informação. Na lei que existe no País, o Palocci cumpriu todas as questões. Até aqui, com todos os dados que temos, não tem nenhum descumprimento legal feito pelo Palocci", afirmou.

Interessante, onde estava “Vagareza” quando em 17 de março de 2006, Francenildo teve sua conta na Caixa Econômica Federal (CEF) violada um dia depois de ter dito, em depoimento à CPI dos Bingos, que vira Palocci na casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, frequentada por lobistas da chamada "República de Ribeirão". Teve de dar explicações sobre os 38.860 reais que recebera. Agora, ele foi rápido em aparecer.
Aqui vem o “pau-de-resposta”: “quem com quebra de sigilo fere com quebra de sigilo será ferido”.

No “veja.abril. com.br...” diz Francenildo: “Por que ele não explicou de onde veio o dinheiro? Eu tive que explicar”!

Para ele, Palocci também deveria dizer o que fez para passar dos 375.000 declarados em 2006 para os 7 milhões em 2010, enquanto exerceu o mandato de deputado federal. “O cara que não dá explicação de onde veio o dinheiro é porque o dinheiro é suspeito”, afirma. “Será que o Coaf vai agir tão rápido dessa vez?”, indaga, em alusão ao pedido da oposição para que os ganhos do petista sejam investigados. Em sua defesa, o ministro da Casa Civil afirma que o aumento de patrimônio deve-se às atividades de sua consultoria.

Aqui, acontece a “cobertura” – “[...] de acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pode até configurar desvio ético, mas não é crime.”

Estamos vivendo e aprendendo todos os dias nessa República Sindicalista. Tornou-se comum enriquecer estupidamente quando no exercício de cargos públicos. Isso foi dito nas entrelinhas pelo ex-presidente Sarney, Se para Palocci, que já esteve envolvido em tantos escândalos, está tudo bem e certo, e o Governo Federal vem em defesa do mesmo, então, qualquer pessoa que tiver informações privilegiadas via governo pode assessorar uma empresa e com base nessas informações orientá-las? É isso que está sendo justificado ou estou enganado? Se estiver certo: locupletemo-nos todos, o Brasil é uma vaca cheia de tetas para isso e enquanto nós a alimentamos um bando se delicia.

Em outro país qualquer esse senhor já estaria demitido. Lembrem-se que, grosso modo, Collor caiu devido a uma Elba mal explicada.

Virgilio de Senna
Arquiteto

Fontes:



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